quinta-feira, maio 27, 2004
Long goodbyes

Down by the lake
a warm afternoon -
breezes carry children's balloons.
Once upon a time,
not long ago,
she lived in a house by the grove.
And she recalls the day,
when she left home...
Long good-byes,
make me so sad.
I have to leave right now.
And though I hate to go,
I know it's for the better.
Long good-byes,
make me so sad.
Forgive my leaving now.
You know I'll miss you so
and days we spent together.
Long in the day
moon on the rise -
she sighs with a smile in her eyes.
In the park,
it's late afterall,
she sits and stares at the wall.
And she recalls the day,
when she left home...
Camel
Hippie
Ele diz que eu sou uma hippie e até tem alguma razão. É isso mesmo que me sinto muitas vezes.
Flower power, mas no género giro : )
quarta-feira, maio 26, 2004
Bolas, bolas, bolas...
Ainda não é desta que escrevo alguma coisa aqui e anda-me um assunto atravessado, a querer sair cá para fora, a querer publicidade!
O trabalho, os "eventos" sociais e hoje o grande jogo do Futebol Clube do Porto, não dão tréguas nem tempo para escrever e nem sequer para dormir o tempo suficiente para me recompor.
Ontem - não é este o assunto - sonhei que este blog era um espaço físico por onde as pessoas passavam, se encontravam e conversavam.
Foi giro e surpreendente!
terça-feira, maio 25, 2004
Amor profano
Romano Santarini
segunda-feira, maio 24, 2004
Essa é que é essa!
Para contrariar a tendência para a vaidade, evoco sempre o que um amigo me ensinou: - "Hoje pavão, amanhã espanador!"
Hermógenes
Uma ideia fixa parece sempre uma grande ideia, não por ser grande, mas porque enche todo o cérebro.
J. Benavente
Qualquer um pode zangar-se, pois isso é muito simples. Mas zangar-se com a pessoa adequada, no grau exacto, no momento oportuno, com o propósito justo e de modo correcto, isso, não é tão fácil como isso.
Aristóteles
Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te.
Pitágoras
Na minha vida fiz muito bem e muito mal; mas todo o bem o fiz muito mal, e todo o mal o fiz muito bem.
Richelieu
Se achas bom ser importante, um dia descobrirás que é mais importante ser bom.
R. Scheneider
Os homens estão sempre dispostos a coscuvilhar e a investigar sobre as vidas alheias, mas têm preguiça de se conhecerem a si mesmos e de corrigirem as suas próprias vidas.
Santo Agostinho
Qualquer néscio pode escrever em linguagem erudita. A verdadeira prova é a linguagem corrente.
C. S. Lewis
Os homens são como os vinhos: o tempo azeda os maus e melhora os bons.
Cícero
O mal que fazemos é sempre mais triste que o mal que nos fazem.
Jacinto Benavente
Aquele que luta contra nós fortalece os nosso nervos e aprimora as nossas qualidades. O nosso antagonista trabalha por nós.
Edmund Burke
O homem que cultiva a vingança conserva as suas próprias feridas em carne viva.
Francis Bacon
A vergonha de confessar o primeiro erro leva a cometer muitos outros.
Jean de la Fontaine
E mais: quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.
Essa é que é essa!
Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes
domingo, maio 23, 2004
Suminho de laranja logo pela manhã
Toscana Metafisica
Romano Santarini
Música! Yes, Yes, Yes!
Estou feliz! Já tenho música no blog como queria há tanto tempo. Para a inauguração escolhi "Reason to Belive", cantada pela Vonda Shepard.
"If I listened long enough to you
I’d find a way to believe that it’s all true
Knowing that you lied straight-faced while I cried
Still I look to find a reason to believe
Someone like you makes it hard to live without
Somebody else
Someone like you makes it easy to give
Never think about myself
If I gave you time to change my mind
I’d find a way just to leave the past behind
Knowing that you lied straight-faced while I cried
Still I look to find a reason to believe
If I listened long enough to you
I’d find a way to believe that it’s all true
Knowing that you lied straight-faced while I cried
Still I look to find a reason to believe
Someone like you makes it hard to live without
Somebody else
Someone like you makes it easy to give
Never think about myself"
Written by Tim Hardin
sábado, maio 22, 2004
Casamento real
Já se podem ver aqui as fotografias do casamento do Príncipe Filipe com D. Letizia.
Revelei-as rapidinho...
sexta-feira, maio 21, 2004
A plebeia e a abóbora
Consta que a Rainha Sofia de Espanha, para aferir da sensibilidade da sua futura nora – D. Letizia Ortiz, plebeia das Astúcias – a fez passar pelo infalível teste da ervilha. Como a tradição já não é o que era e também porque escasseavam ervilhas na Zarzuela, o teste foi posto em execução com as devidas adaptações aos tempos modernos. Mandou a Rainha que lhe trouxessem a maior abóbora jamais cultivada no reino de Espanha e mandou fazer a cama do quarto, onde iria pernoitar D. Letizia, com dois colchões de fina espessura de espuma. Debaixo dos colchões, bem ao centro, colocou a gigantesca abóbora.
Na manhã seguinte D. Letizia apresentou-se bem tarde para o desayuno real. SAR D. Sofia estava já preocupada com tamanho atraso e mal a pequena entrou na sala perguntou-lhe:
- Então como passou a noite?
- Dormi como um anjo – respondeu D. Letizia – de facto o conforto do palácio é inexcedível.
A rainha mal podia acreditar.
Se uma verdadeira princesa era capaz de sentir a mais pequena das ervilhas colocada sob 20 colchões, D. Letizia devia ser a plebeia mais plebeia que a plebe alguma vez conheceu. E era esta plebeia das Astúcias que o seu filho, D. Filipe de Borbon – Príncipe das Astúrias – iria desposar e dela fazer, um dia, rainha de Espanha.
Bem receava a Rainha que naquele dia em que ele tinha saído de casa para ir à Galiza ver a sujidade do Prestige, não se escaparia a uma nódoa indelével.
Optimismo
Hoje estou optimista e tenho cá para mim que mais século menos século, atingiremos o grau de sensatez da maioria dos europeus!
quarta-feira, maio 19, 2004
Porque chegou o verão
Le soleil
Déborah Chock
segunda-feira, maio 17, 2004
A janela
the tempest magritte window
Pois também comungo desta confissão. É que não faz mesmo sentido! A janela está aberta e lá em baixo imagino o ecoponto. Se é que, no caso, a reciclagem resulta. Certo é que pode sempre haver quem aproveite!
Entre a verdade e a mentira
Andava eu enrolada nos meus pensamentos a discorrer sobre a verdade e a mentira quando, na Notícias Magazine desta semana, o Prof. Eduardo Sá escreve sobre um tema tangente: a verdade e a autenticidade. Não me sai da cabeça desde que o li. Ando a precisar destas definições. Não é que tenha ficado esclarecida, mas encontrei um escape na autenticidade.
Para mim é pacífico que a verdade, ainda que difícil de dizer ou ouvir – a verdade cruel – é sempre melhor do que qualquer mentira que seja dita para não magoar – a mentira piedosa. Eu própria, que odeio a mentira, fui aprendendo a enfeitar a verdade com pó-de-arroz, quando ela é dura e a dizer uma mentirinha aqui e ali, quando entendo que a verdade não é bem aceite ou vai causar sofrimento. Há ainda o caminho da omissão que algumas vezes não é o da mentira mas é sempre o da falta de verdade...
Entre uma verdade e uma mentira, gosto sempre muito mais de ouvir e poder dizer a verdade. Dura e crua mas é da verdade que gosto.
Depois há o mentiroso e o verdadeiro. A considerar que o verdadeiro é o que nunca mentiu, não sei se existe alguém que possa ser assim classificado. Seremos todos mentirosos? Bom, potenciais mentirosos posso concluir que sim. Então seremos todos falsos? Isto já me parece exagero. Há pessoas genuínas! Só assim tolero alguma falta de exactidão vinda das pessoas de quem gosto e me estão próximas mas que lá vão cometendo o deslize de faltar à verdade.
É tudo uma questão de semântica mas ainda assim encontrei algum conforto em equacionar seriamente a hipótese de que mesmo quem mente – com conta peso e medida – pode ser autêntico.
sexta-feira, maio 14, 2004
Se eu tivesse uns €€ repetidos...
Se tivesse uns euros repetidos, este fim de semana passava-o aqui.
Fazia o "check in" esta noite e o "check out" segunda feira de manhã. Convidava cá para casa as vassouras, esfregonas, panos do pó e os outros instrumentos de limpeza a que o Walt Disney deu vida e vontade de trabalhar, enquanto me refastelava no AC Palácio Sottomayor. Sábado acordava, alambazava-me com um pequeno almoço de hotel e seguia rumo à praia. Entre o meio e o fim da tarde petiscava. Camarões, canilhas, ameijôas e um vinho branco bem gelado, enquanto via o efeito alka-seltzer do pôr do sol ao som de música que combinasse com o cenário. Ao fim do dia regressava ao hotel. Tomava uma bela banhoca e embrulhava-me naqueles roupões brancos de turco macio. Vestia uma roupa clara e fresca e ia jantar uma Pap' Açorda real, acompanhada de um belo vinho tinto, porque mesmo não sendo carne fica bem, e rematava com a divina mousse de chocolate à sobremesa. Podia seguir-se uma passagem pelo Bar do Rio ou pelo Musicais ou apenas o regresso ao quarto depois dum passeio sob as estrelas. Lá estaria à espera uma garrafita de Moet et Chandon e uns docinhos, carnudos e encarnadinhos morangos da época. O que a noite traria a seguir não conto, que faz parte da reserva e da intimidade. No Domingo voltava ao pequeno almoço, ao petisco ao meio da tarde e a não fazer nada – podia ler, ouvir música, ver filmes, conversar e fazer outras coisas que sendo nada, são tudo. À noite ia ao teatro ou ao cinema e acabava o fim de semana a jantar na Bica do Sapato.
Desnecessário será referir que a companhia faz parte integrante do "pacote".
Ainda dormia mais uma noite para aproveitar todas as horas e depois do pequeno almoço de segunda-feira lá voltava mais feliz ao trabalho.
Eu não tenho euros repetidos mas quem tiver pode aproveitar a sugestão.
Publicidade enganosa
De há uns dias para cá tem crescido a minha preocupação com o Rés de rés. Tenho sido surpreendida com a publicidade da blogger (aqui em cima) pois constato que um grande número de anúncios se refere a contentores de lixo, trituradores de lixo, hotéis económicos em Lisboa e outras coisas do género. Ora eu sei que aqui não está um blog ***** GL mas também não esperava que fosse tido em tão má conta que mereça ser posto num contentor de lixo, triturado ou mesmo tido por uma espelunca de meia estrela com lençois de fibra e destinada a uma "rapidinha".
Hoje finalmente fiquei mais animadinha, havia flores!
Nacionalismo
O aquário cá de casa tem mania que é um símbolo da nação: peixe vermelho em água verde!
quinta-feira, maio 13, 2004
Ouvir estrelas
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender as estrelas.”
Olavo Bilac
terça-feira, maio 11, 2004
Cá em casa vai uma algazarra...
"Nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrém os pensamentos vividos em silêncio. Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que não seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil."
Miguel Sousa Tavares
E eu pratico! Ele que o diga.
Enfado
Nos últimos dias tenho estado a fazer um trabalho que me "suga" toda a vontade de me dedicar a qualquer coisa. E não é por estar empenhada e absorvida na criação, mas sim pelo enfado. Um índice remissivo é uma tarefa complexa, minuciosa e pouco interessante. Parece-me até que já será maior o próprio índice do que o texto que visa orientar. E depois há lá vontade para escrever?...
sexta-feira, maio 07, 2004
À procura de uma mulher de sonho
Frases dos membros do júri de selecção das candidatas a Miss Portugal:
1 - Na natureza nada é mais bonito do que a própria natureza
2 - Pisas bem mas isso não se reflete no teu rosto
3 - O teu porte a nível de cara é fantástico
4 - Carina, tens nome de carro mas falta-te potência para chegar à meta
5 - A boazinha, a boa e a boazona
6 - Continuas muito bem mas emagrece-me, emagrece-me
7 - A ida ao dentista não fez milagres
E vá-se lá saber quem foi que recrutou os membros do júri!
Não, Lady Pains não mora aqui!
Uma citrinica que por aqui passa de vez em quando e que vai deixando o seu simpático suminho, alertou-me para a tristeza que para aqui vai.
É certo que não têm sido os dias mais fáceis da minha vida, é certo que pouco tem sido cor-de-rosa nos últimos tempos mas também é certo que podia ser bem pior. Sinto profundamente os momentos difíceis quando passo por eles, acho que se não os sentir fortemente nunca os ultrapassarei. As tristezas, como as alegrias, quanto a mim, devem viver-se intensamente. Mas tem o seu lado bom, ao menos sou daquelas que à pergunta “como é que estás?” nunca respondo “assim-assim”. Tenho sempre mais alguma coisinha para acrescentar. De qualquer forma, há que esclarecer que não sou uma Lady Pains. Isso não sou!
Confesso que às vezes me chateio de morte comigo própria. É que, embora seja assim, de intensidades, nunca me habituei a conviver com os piores momentos.
Cumplicidade
"Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde dantes estava a intimidade. É preciso saber passar por tudo isto e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade - de tudo o mais difícil de atingir - os torna verdadeiros amantes.
Mas eles conseguiram-no, por vezes pisando os destroços do que parecia definitivamente perdido, mas seguindo em frente, quase com o desespero dos náufragos. Estão juntos há oito anos, para a vida, dizem eles, e eu acredito. Há oito anos que ela descansa o seu cansaço no ombro dele, que ele alisa o seu pescoço comprido, lhe apaga as olheiras e adormece com uns olhos azuis e ternos, vigiando o seu sono."
"A passagem"
Miguel Sousa Tavares
quarta-feira, maio 05, 2004
Fazer-te sentir
Meu amor,
Aqui estão os ingredientes para que possa dizer-te tudo o que quero que saibas, tudo o que sinto:
a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z
, . ; ! “” () - ´^:
Oh! Agora que os tenho todos não me servem para nada. Não os sei misturar… Ou será que não são suficientes para te dizer o tanto que sinto?
Acho que é melhor esperar que chegues e fazer-te sentir o que sinto sem dizer nada.
terça-feira, maio 04, 2004
Sem ti
Não quero viver
sem ti
mais nenhum tempo
Nem sequer um segundo
do teu sono
Encostar-me toda a ti eu não invento
Tu és a minha vida o tempo todo
Maria Teresa Horta